Neste dia, há 10 anos.

No dia 22 de Maio de 2010 dava inicio à mais épica aventura da minha vida até então: uma viagem de bicicleta à volta de Portugal Continental. Seria durante estes 100 dias a pedalar que acabaria por nascer o projecto da Rede Nacional de Cicloturismo.


Albufeira da Barragem do Alqueva. Dia 24.


Ainda não eram 4 da tarde quando, com alguns amigos, familiares e adeptos das viagens em bicicleta dei a primeira pedalada, junto à Torre de Belém em Lisboa, para o início de uma viagem épica: descobrir Portugal Continental em cima de um selim.


“Do quilómetro zero até ao final, o conta quilómetros da bicicleta haveria de registar 4520 km de uma grande aventura”

Planeei meticulosamente durante alguns meses cada um dos 100 dias a pedalar e mais alguns para descanso. Queria visitar 100 cidades e vilas - todas sedes de concelho, muitas das quais desconhecidas para mim - tendo no final acrescentado a estas algumas largas centenas de aldeias, povoados e lugarejos só possíveis de descobrir numa viagem em modo slow travel, muitas vezes a pouco mais de 5 km/h. Haveria de visitar também as 18 capitais de districto do continente português.


Ponte de Lima. Dia 61.


Do quilómetro zero até ao final, o conta quilómetros da bicicleta haveria de registar 4520 km de uma grande aventura que me levaria a descobrir diferentes geografias até então desconhecidas para mim.


Ainda é possível visualizar o blogue da viagem, com a descrição diária de todas as etapas, bem como algumas das mais de 12 000 fotos captadas nestes 100 dias de bicicleta em Portugal.


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A missão


Na altura, então projectista de estradas com 15 anos de experiência, pretendia conhecer o que se fazia por todo o país na promoção da mobilidade ciclável, especialmente nos centros habitacionais das localidades. Tinha acabado de concluir a tese de mestrado, onde aprofundei conhecimentos sobre a cidade de Lisboa e a sua possível relação com as bicicletas, pelo que a minha visão era essencialmente a de observar a relação entre o espaço urbano dedicado ao automóvel e a possibilidade de, algures, encaixar a bicicleta.


Fátima. Dia 88.


Das diversas reuniões que consegui levar a cabo com presidentes de câmara, técnicos superiores e até munícipes sensibilizados para estas matérias fui percebendo que, ao nível urbano, muita coisa estava ainda por decidir, quanto para mais fazer.


“..., as envolventes cénicas apareciam, umas atrás das outras todas diferentes, de grande beleza natural e/ou arquitectónica ...”

Mas à medida que mais quilómetros iam sendo percorridos, mais verificava que fora dos centros urbanos e das grandes vias rodoviárias (estradas nacionais, IP's e IC's) o tráfego automóvel tendia a ser mais reduzido e muito menos agressivo. E não só, as envolventes cénicas apareciam, umas atrás das outras, todas diferentes e de grande beleza natural e/ou arquitectónica e claro, conheciam-se gentes com as mais variadas histórias de vida intimamente ligadas à geografia de residência.


Valpaços. Dia 53.



A pergunta


Ao longo da viagem com muita frequência me perguntavam se estava a gravar os percursos por onde pedalava. Diziam-me que, se eu conseguia empreender tal epopeia sem ter forma física de atleta, então certamente que muitas outras pessoas também o poderiam fazer.


A resposta era sempre a mesma, que não, pois nem GPS tinha. Na realidade, para além de uns mapas cartográficos oferecidos pelo IGeoE, guiava-me quase em exclusivo por um mapa de estradas de Portugal Continental, datado de 1963. Tinha a generalidade das estradas antigas, sem Auto-estradas, IP's ou IC's o que me dava um jeitaço para fugir às vias de maior tráfego automóvel.


Mas tantas vezes me perguntaram, que a ideia acabou por ficar na cabeça.


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Mapas, centenas de fotos, informação técnica e turística e muito mais num guia em formato PDF com mais de 200 páginas.


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O nascimento da Rede Nacional de Cicloturismo


Terminei a viagem exactamente 4 meses depois de ter começado, no dia 22 de Setembro. Coincidiu, propositadamente, com o Dia Europeu sem Carros.


Idanha-a-Velha e Monsanto. Dia 34.

Logo no dia seguinte ao meu regresso a Lisboa, sentei-me ao computador e realizei algumas pesquisas sobre redes de cicloturismo noutros países, coisa que desconhecia até então.

E para grande espanto, abriu-se um admirável mundo novo para mim.


Diversos países, como a Suiça ou Alemanha, tinham redes identificadas com dezenas de milhares de quilómetros. A França tinha diversas rotas regionais, também elas com milhares de quilómetros de extensão.


“Sugeriram-me tentar identificar uma rota entre Lisboa e Badajoz o que, após diversas incursões no terreno, acabou por acontecer no final de 2011”

E em que assentavam maioritariamente essas redes? Em ciclovias exclusivamente? Não.

A generalidade delas eram constituídas maioritariamente por estradas com reduzido tráfego automóvel, estradões agrícolas e florestais em macadame e claro, ciclovias, ecovias e até antigas linhas de caminho de ferro reconvertidas para mobilidade suave, coisa que por cá já começava a existir, as designadas ecopistas da REFER.


Foi esse mesmo o gatilho que deu início à primeira pesquisa para uma rota de longa distância em Portugal e georreferenciá-la em GPS.


Em conversas com amigos e conhecidos foi-me sugerido tentar identificar uma rota entre Lisboa e Badajoz o que, após diversas incursões no terreno, acabou por acontecer já no final de 2011, numa rota que viria a ter mais de 300 km e ainda hoje é percorrida por diversas pessoas.


Apesar de esta rota ter sido descontinuada, é ainda possível visualizar o respectivo roteiro turístico criado na altura e que seria, sem eu o saber, o precursor do Road Book actual.


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Mértola. Dia 21.



A procura por financiamento


... nenhuma entidade se mostrou disponível para financiar tal projecto, nem mesmo as federações ligadas à bicicleta.”

Começou então o trabalho de procura de parceiros para financiar este projecto.

Foram quase 3 anos de dedicação a promover a ideia em diversas conferências junto de câmaras municipais, CIM's, entidades ligadas do turismo e ao cicloturismo e até mesmo do governo central. Contudo, nenhuma entidade se mostrou disponível para financiar tal projecto, nem mesmo as federações ligadas à bicicleta. E temos mais que uma.



O nascimento do primeiro Road Book


Por fim, já em 2014, nasce a ideia de criar um roteiro turístico exclusivamente em formato digital PDF - evitando desta forma os custos económicos e ambientais da impressão em papel e envio por correio - que juntamente com os tracks GPS para cada uma das etapas/secções é vendido directamente aos adeptos das viagens a pedal.


Rede Nacional de Cicloturismo. Ecovia 3, secção 3.15


A primeira edição do roteiro acabaria por ver a luz do dia em Maio de 2015, na altura com apenas 870 km de rotas e um design de gosto duvidoso.


Em duas línguas - português e inglês - o Road Book 2020 vai agora na sexta edição e tem já identificados cerca de 5300 km de rotas, por todo o país, estando também previsto futuramente identificar rotas nas ilhas.


É exclusivamente com a verba obtida através da venda do Road Book que este projecto se financia e assim garante a sua continuidade, sendo cada cêntimo utilizado na pesquisa e identificação de novas rotas - tanto em gabinete como in situ - bem como na criação do roteiro e dos tracks GPS.


Com mapas detalhados e centenas de fotos, tenho a certeza que este é o roteiro que o vai desafiar a pegar na bicicleta, montar-lhe uns alforges e partir, guiado pelo seu aparelho de GPS ou smartphone.


E quem sabe até, partir para uma aventura semelhante à que eu vivi em 2010.


Toda a informação sobre a Rede Nacional de Cicloturismo pode ser vista em www.ecovias.pt.



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